Meu nome é Fernanda, tenho 17 anos, cabelos pretos e olhos verdes. Moro em uma pequena cidade no interior de Minas Gerais com meu pai Jorge e minha mãe Márcia... sem contar o meu irmão mala, Roberto. Minha melhor amiga se chama Roberta e estudamos na mesma sala. Não sou do tipo que curte muito estudar mas... nas horas vagas é bom aproveitar, afinal, o vestibular está aí (estou no terceiro ano).
Segunda-Feira:
Acordei com o maior mau humor da história! Assim que saio do meu quarto, me deparo. Eu mereço, belo início de dia. Desci, ainda de pijama, encontrei com minha mãe na cozinha tomando café.
Eu: Bom dia – falei com a cara mais amarrada que existe.
Mãe: Bom dia, tem pão fresco no balcão e iogurte na geladeira. Não se atrase para a escola, heim! – falou ela, já saindo para o trabalho.
Roberto está iniciando na empresa do meu tio, onde minha mãe trabalha. Assim que saíram, comi meu pãozinho sagrado e tomei um iogurte de pêssego. Já eram 6:30, eu ainda tinha que me arrumar, a aula começa as 7:10. Subi correndo para meu quarto, tomei um banho rápido, coloquei uma calça jeans e uma blusa básica branca, coloquei meus tênis e prendi o cabelo em um rabo de cavalo alto. Peguei minha mochila e sai. Meu pai também já tinha saído. Tranquei a casa e, como Roberta é minha vizinha, chamei-a para irmos juntas, disse que tinha alguma coisa para me contar. Toquei a campainha e esperei... ela já estava na sala me esperando. Quando saiu, me deu um sorriso e um bom dia no maior astral.
Roberta: Bom dia amiiiiga! – com os olhos brilhando.
Eu: Bom dia – ri –, o que te aconteceu, afinal? – e fomos andando para o colégio.
Roberta: Meu melhor amigo... aquele meu primo, lembra?
Eu: Sim, claro.
Roberta: Então, ele está vindo morar aqui! E adivinha... ele vai estudar lá no colégio, no cursinho pré-vestibular.
Eu: Nossa, que legal!
Roberta: Pois é... e o melhor amigo dele também está vindo. Os dois querem fazer medicina e não conseguiram passar no vestibular, ainda.
Eu: Ai que pena. – finalmente, chegamos ao colégio.
Roberta: Estou tão animada, o Bruno é o melhor primo... sabe tudo da minha vida e ainda me ajuda com alguns problemas. – e deu um sorriso de orelha a orelha.
Bateu o sinal. Fomos para a sala e para começar bem a semana, sem ironias, tivemos uma aula de matemática, seguida de uma de biologia e uma de física. Hora do recreio... assim que saímos da sala de aula, só senti o tapa que dei na barriga da Beta; um menino mais que maravilhoso surgiu, saindo da sala dos pré-vestibulandos.
Eu: A-m-i-g-a! Olha aquele menino! Ele é novo...
Roberta: Meu primo! – gritou e correu para abraçar o menino que estava do lado do aluno novo. Fui atrás. Quando fui chegando perto, escutei a conversa deles.
Roberta: ...mas você só ia chegar na semana que vem, o que aconteceu? – sorrindo.
Xxx: Pois é, decidi vir essa semana, para adiantar um pouco os estudos, né! – e ele me olhou – Oi! – e sorriu.
Eu: Oi! – sorri.
Xxx: Prazer, Bruno! – e esticou um braço.
Eu: Prazer é meu. – estiquei o meu e nos cumprimentamos.
Bruno: Deve ser a... Fernanda. Estou certo? – olhei para a Beta.
Eu: Já vi que andaram falando de mim – ri.
Bruno: Sim, um pouco – ele riu e Beta também. Ele olhou para o menino do lado – Esse é o meu amigo, prima, o Pedro. – aquele nome ficou rodando na minha cabeça... que nome lindo!
Roberta: Ah, oi, Pedro... – sorriu, toda boba.
Pedro: Oi! – disse, todo envergonhado, olhou para Beta e logo depois para mim.
Pirei...